Benjamin Pinto de Moraes: O Primeiro Desbravador da Serra de Tapiraí

Quem somos 24/07/2026 01:18 | 31 visualizações

Benjamin Pinto de Moraes: O Primeiro Desbravador da Serra de Tapiraí
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A história da ocupação humana na região serrana entre Tapiraí e Juquiá tem um nome central: Benjamin Pinto de Moraes. Filho do imigrante alemão Félix Pinto de Moraes e de Antônia Luiza, Benjamin foi um dos primeiros habitantes a desbravar o território, com registros de sua presença que remontam ao final do século XIX.

O Início da Ocupação Serrana
Em 1913, a formação da região era composta essencialmente por quatro famílias pioneiras. Três delas eram provenientes do Sertão do Una (atual Ibiúna): as famílias de Benjamin Pinto de Moraes, Benedito Francisco Xavier e Gumercindo Alves da Silva. A quarta família, de João Batista Rodrigues, procedia de Iguape.
A união e o crescimento desses núcleos familiares deram origem às comunidades tradicionais ribeirinhas de Tapiraí. Entre elas, destaca-se o Ribeirão da Anta, uma comunidade que preserva até hoje mais de um século de história e tradições transmitidas por diversas gerações.

Perfil do Patriarca
Nascido em 4 de maio de 1868 no Sertão do Una, Benjamin Pinto de Moraes era lavrador e criador de muares (mulas e jumentos). Apesar da pouca instrução formal, era reconhecido por sua sabedoria prática e boa condição financeira.
Casou-se três vezes, mas todos os seus sete filhos foram frutos do primeiro matrimônio, com Maria das Dores. São eles: Amâncio, Ana Maria, Antônio Catarino, João Alfredo, Maria Antônia, Pedro Laureano e Rita Antônia.

Missão Exploratória e o Legado Energético
A trajetória de Benjamin confunde-se com o desenvolvimento da infraestrutura paulista. Em 1913, a pedido da Light (empresa de energia da época), ele foi designado para explorar a serra entre Piedade e Juquiá. Sua missão era prospectar locais para a construção de usinas hidrelétricas que alimentariam as indústrias que começavam a se instalar na região. Nesta empreitada, contou com o apoio do filho Pedro Laureano e do sobrinho Antonio Pinto de Moraes.
Entretanto, documentos apresentados ao PANORAMA comprovam que a ligação de Benjamin com a terra era anterior:

  • 1896: Compra de uma gleba de 3 mil hectares no bairro Rio Novo, na bacia do Rio Juquiá.
  • 1928: Escrituração de 1.700 hectares em seu nome.

Negociação Histórica:
Destes, 200 hectares foram negociados com a CBA (Grupo Votorantim) para a efetiva construção das usinas hidrelétricas que até hoje operam na região.
Benjamin Pinto de Moraes não foi apenas um proprietário de terras, mas um visionário que compreendeu a importância estratégica da geografia de Tapiraí para o progresso do estado de São Paulo.

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